E assim o FiatPeriferia se fez...

Uma disciplina: Produção Textual. Duas orientadoras: Lígia e Ivana. Um ponto de encontro: UNEB.
Cinco olhares periféricos: Anaildes Santos, Geilson dos Reis, Jaqueline Plácido, Larissa Lima e Vanessa Bispo.
Um universo para relatar por infinitas linhas: A Periferia.

Bem-vindo!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

UPP para quem , UPP para quê?

As Unidades de Polícia Pacificadora ou popularmente UPPs, surgem com um objetivo que em teoria, seria de grande importância para a população periférica no aspecto segurança, além do projeto das UPPs, englobar o conceito de "polícia comunitária" que com a dita "pacificação" ajudaria o processo de desenvolvimento social e econômico das comunidades, já que facilitaria o processo de entrada de projetos sociais, serviços públicos e investimentos diversos. Porém, a implantação das unidades movimenta opiniões divergentes, por um lado, grande parte da população, vítima da violência constante e tão carente de medidas que ajudem a combater a falta de segurança e compromisso com a periferia, acredita no projeto como uma grande ferramenta para alcançar esse desejo, por outro lado uma pequena parte da população, mesmo também sendo vítima do cotidiano violento das comunidades em que vivem, possui olhar sensível para as "astúcias" políticas em que o nosso país está mergulhado e não esquece que” Na teoria a prática é outra" e se tratando desse assunto a frase deixa de ser só um clichê para representar muito bem a realidade da relação da polícia com a população periférica. Na verdade, o problema não se encontra na implantação das unidades pacificadoras, mas no sistema de polícia defasado que o Brasil possui, a corrupção e os escândalos envolvendo a polícia não é algo pouco comum de se ver por aqui, já no aspecto polícia-periferia o problema encontra se na potencialização da violência, o que se torna uma contradição, visto que o papel da polícia na organização social é de promover a segurança e a proteção ao cidadão, mas não é o que se vê nem nas UPPs nem em outros lugares onde ocorrem abordagens policiais. Relatos, principalmente de jovens e crianças, comprovam abuso de poder por parte de policias que integram os grupos das UPPs, diante disso surgem as indagações: Onde está a pacificação? Onde está o combate a violência? Para quem e para quê serve a UPP? O projeto é muito importante sim para as comunidades periféricas, porém não  deveria ser a maior preocupação do estado no momento, a maior preocupação do estado deveria ser a polícia, na reformulação do sistema policial, já que é impossível combater violência com violência e a polícia tem feito isso sem o maior compromisso com a população e sem honrar sua profissão e se o estado não se move e olha de verdade para  a periferia,  a preocupação então deve partir da própria população, que deve ter consciência periférica e lembrar que temos mais inimigos do que aliados e por isso é preciso está atento 

LLS

De boa, na Gamboa - De Baixo!



Gamboa de Baixo- Periferia Central
Uso de Crack ali é normal
Por fora um caminho cercado de muro branco o leva até ali.
Entra, caminha lá para ver como fede a merda- literal
Como fede a Burguesia
E alimenta o resto da sua comida

Relalidade da Gamboa Acima para eles, Surreal
Favela à Beira-Mar, Sensacional. É o que há!
E aí, o que delimita a Periferia:
O espaço físico ou social?
Se o texto incomodou, nada mal.
De boa na Gamboa- De Baixo,
Obrigado!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sonífera ilha

Sobre a greve da PM em Salvador:
"Sem rimas; em versos desordenados como fica (mais ainda) a cidade quando a PM se ausenta; mas cabendo em linhas poéticas como tudo deste mundo e mundos além..."

Para ou não para?
Acho que não.
Ouvi falar que para!

Hoje tem assembleia

15h. PM na rua, cadê?! Sumiu!

Anuncia-se:
-É greve!

Salvador se agita!
                 Engarrafa!
                                Grita:
                                       -Socorro!
                                                -Assalto!
                                                            -Vumbora ali vei! ... É hora de saquear, galera!
-Vixe! Fecha Escola.

-E agora? Não tem ônibus!
Ninguém procura os seus sumidos no jornal de meio dia.

E aqui na casa de mainha,
Terra de sono constante e descanso raro
Aproveita-se a fuga da rotina:
Já que ilhados, dormimos.
Caio na onda e aproveito a exceção:
Assisto
Calmamente leio
Corrijo

E claro, durmo. Gozo do que me oferta esta sonífera ilha...

Por Jaqueline Plácido.

Digoubel - Da Concepção à Repercussão

Salve todos e todas periféricos e não periféricos!

As questões sociais são um problema seu, meu, nosso. Nesse universo imenso, nessa existência eterna e infinita Deus é a imagem e semelhança da sabedoria. Os seres humanos têm a face do barro e uma natureza de Rei no universo onde não é nada.

Esclareço sobre "Digoubel", que foi postado anteriormente neste mesmo espaço: Quando eu criei a poesia Digoubel eu escrevi um poema. Foi no ano de 1999 e eu era só um adolescente, já preocupado com essa lenda natalina e essa ferida aberta em cada peito inocente das criancinhas das periferias. Fui convidado a recitar um poema na Igrejinha, e lá foi engraçado que todos falava de manjedoura, anjos, Maria e menino Jesus, quando subi naquele palco e rasguei da garganta Digoubel. Os olhos se esbugalharam e os aplausos ganharam vários ritmos diferente. O CD do evento foi gravado. 

Um belo dia descendo na favela, um grupo de quatro crianças mais ou menos gritaram felizes: digoubel!!!, e se escondiam então perguntei de onde eles conheciam digoubel e eles me disseram: Você que disse na igreja, lá em casa tem o seu CD. Essa foi minha maior alegria, ganhei meu dia naquela noite. Passado mais de 10 anos recitei no Sarau Bem Black no Pelourinho e foi o maior alvoroço e à partir daí meu conde nome virou Digoubel e todo lugar que vou recitar ela é pedida. Então a transformei em vídeo feito com uma máquina pequena,publiquei e gostaram. 

Pedro Salles colou comigo em 2013 e então fizemos esse aí, com o apoio de sua namorada e o amigo Vadinho. Nesse segundo vídeo represento uma criança frustrada num cenário construído no JACA (Juventude Alternativa de Cajazeiras), depois um pai revoltado no lixo da favela de Águas Claras. Foram dias de tensão e expectativa para fazer esse trabalho e esperar que as pessoas percebam em cada gesto daquele menino, em cada grito daquele pai e nas intercalações que aparecem no decorrer da cena, que o capitalismo com suas empresas e industrias não tem pena de ninguém, e que o papai noel de meu bairro não tem cara desse velhinho europeu nem muito menos condições de dar presente quando o sistema obriga, pede e necessita. 

Precisamos de amor, paz, fraternidade, para que haja igualdade e liberdade entre os seres humanos. Não seja mais um reprodutor desse sistema facista diga não a dor, diga sim a vida.

EU SOU GEILSON DE ANDRADE, MAS EM NOME DAS CRIANCINHAS DIGOUBEL TE AGRADECE, OBRIGADO!

Criança - A alma do négócio

Boa tarde, galera!

Através deste documentário foi realizado um trabalho na turma que faço parte, e gostaria de indicar. Chama-se “Criança – A alma do negócio”, onde é colocada em discussão a posição da criança na sociedade atual. É discutida a questão do alto nível do consumismo e a publicidade direcionada ao público infantil, relatando casos de algumas crianças que apesar da pouca idade já apresentam características adultas. Mostra o caso de algumas crianças, dentre elas, uma criança de 8 anos, que entra numa loja querendo uma roupa que valorize o corpo, por exemplo, ou outra criança que aparentemente deve ter a idade de 7 a 9 anos, que tem mais de 30 pares de sapato, tudo isso para ter popularidade, status, o fato de querer tudo que é visto, querer sempre o melhor, e se possível importado, tudo para ser aceito em algum grupo.

São apresentados também dados comprovando que 48% das crianças da classe AB preferem usar um celular a brincar, resultando na inibição da comunicação interpessoal, ou seja, a tecnologia usada para aproximar as pessoas, acaba distanciando cada vez mais. Apresenta também dados mostrando que 80% da publicidade de alimentos dirigidas às crianças são de alimentos calóricos, com alto teor de açúcar e gordura, e pobres em nutrientes, resultando em crianças acima do peso e com tendências para a obesidade, e consequentemente possíveis adultos obesos. Crianças não sabem o nome de alguns animais, legumes, frutas e verduras, mas, sabem o nome de todas as operadoras de telefonia que lhes foram apresentadas. No Brasil, o mercado infantil movimenta 130 bilhões de reais em um ano, mostra que tudo gira em torno da publicidade, visando apenas o lucro, acabando comprometendo o futuro dessas crianças.

Este documentário chamou minha atenção para o quanto podemos ser influenciados pela mídia desde pequenos, pois, na maioria das vezes, muitas crianças acabam usando o recurso da chantagem emocional para adquirir o que é desejado, e em grande maioria, os pais até fazem dívidas que não podem, ultrapassando seus orçamentos para satisfazer os desejos dos filhos, que na maioria das vezes são pessoas que não tem condição de comprar aquele objeto naquele momento, ou que não pode comprar mesmo, não tem condições financeiras como é o caso das pessoas que vivem nas periferias. Seus filhos observam aqueles comerciais de TV, e sonham com aqueles objetos e alimentos. Muitas vezes os pais não sabem que estão contribuindo para futuros problemas de saúde como a obesidade e a alienação dos seus filhos.

Enfim, confiram este documentário, é uma boa reflexão sobre como estamos criando nossas crianças.

Por Anaildes Santos.

"E por aí os sinos dobram..."
Muito boa a indicação da Ana. Um alerta geral para todas as classes. Agora desçamos nosso olhar para a massa. E aí? Quantas crianças existem que tem apenas um par de calçados que é o da Escola, de ir à venda, o da missa de domingo. Pior: Quantas não tem nenhuma?
Aí vemos que a crueldade do Capitalismo é bem maior. Mas esta criança de situação financeira precária é bombardedada pelas mesmas propagandas.
O documentário supracitado me dá um estalo na memória, e sinto como se um turbo mega potente me sugasse para trás na linha do tempo e me encaixasse no Shopping Piedade, no ano de 2015. Cenário: Praça de Alimentação. Um senhor com um casal de crianças parava em vitrines escolhidas pelos filhos que alvoraçadamente gritavam: "Ali meu pai!"; "A Barbie agora!". O pai seguia a direção apontada pelas crianças avidamente. Entravam na loja? Para quê? As crianças encostavam na vitrine, eram fotografadas em uma câmera (daquelas que ainda tinham filme, sabe?) e pronto. Era o que tinham. Declarar mais o quê? Agora é refletir, cada um da sua plataforma, sem esquecer que abaixo dos Céus, se o parâmetro for o valor da vida humana, a plataforma é uma só.

Por Jaqueline Plácido.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Periferia- Por Valmir Sales Borges

Esse é um poema de Valmir Sales, no qual ele expressa toda a sua indignação contra o sistema capitalista que vivemos. Em linhas poéticas critica a alta sociedade e os políticos que só lembram do "povo" em época de eleição. Em seus versos fala que o povo é esquecido do saber, pois não têm direito de estudar. O povo da periferia é esquecido pelo poder e até mesmo os direitos que a constituição diz que todos o seres humanos devem ter, não são concedidos. Então, este poema é uma grande reflexão do que ocorre no mundo, seja em qualquer lugar, a exclusão social é muito grande.

PERIFERIA

Periferia,
Sim, faz parte da cidade
Mas a alta sociedade
faz questão de separar
Traça outra estrada, outro mapa
Pois, acha que lá só se mata
e por longe quer passar

Periferia,
Esquecida pelo poder
Esquecida do saber
Outro jeito de viver
Quem lá mora quer ir embora

Pois é lá que o filho chora
e a mãe pátria não ver

Periferia
Uma nação de irmãos
como filhos renegados
que parecem ser lembrados
Só em tempo de eleição.

Valmir Sales Borges


*Postado por Vanessa Santos.





quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A questão da estética na sociedade

Bom dia galera, Feliz 2015 para todos!

Venho trazer dois vídeos que chamaram muita minha atenção, aproveitando o começo de um novo ano, através dele podemos refletir bastante sobre a questão de aceitar a nós mesmos, esses vídeos falam sobre alguns transtornos gerados pela busca do corpo perfeito... Bom, querendo ou não esses problemas são gerados através do consumismo, e da influência da mídia sobre nós.

O primeiro se chama “Síndrome da aceitação”, que mostra a necessidade que algumas pessoas têm de ficar mais “bonitas” ou “fortes”, através da busca pelo chamado “corpo perfeito”, com esse objetivo muitas recorrem a dietas malucas, academia, e na grande maioria das vezes a cirurgia plástica e uso de remédio como asteróides, inibidor de apetite tentando acelerar o processo dessa busca, resultando em problemas de saúde como anorexia e bulimia, buscando um modo de ser aceito na sociedade, ou ser considerado “perfeito” pelo seu ponto de vista. Ou seja, é uma corrida incessante pela beleza, através da influência da mídia, os valores reais são esquecidos, que realmente importam nas pessoas, o caráter de cada indivíduo. 

Mas, além dessa busca imposta pela sociedade, há os fatores culturais de cada país, muitos impostos como padrão de beleza, como no caso de alguns países ocidentais, a China, por exemplo, em séculos atrás, mães amarravam os pés de suas filhas ainda pequenas para parecer menores, na maioria das vezes, isso era feito por famílias da zona rural com o objetivo de garantir um bom casamento para as filhas, ou seja, pessoas com pés de tamanho normal eram consideradas fora do padrão de beleza da época, atualmente esse costume deixou de ser praticado, em lojas de turismo é possível comprar sapatos de porcelanas, semelhante ao que eram usados na época; ou as argolas de cobre colocadas no pescoço de mulheres de algumas etnias asiáticas, são colocadas em meninas ainda pequenas, também por questão de estética, quanto mais o pescoço é esticado mais são consideradas mais bonitas, mas, a musculatura do pescoço é bastante prejudicada; ou então em algumas tribos de índios brasileiros que usam alargadores nos lábios e nas orelhas, simbolizando status e coragem, são colocados nos meninos ainda pequenos também, acabando virando moda entre os jovens da atualidade.

Mas, independente da cultura ou grupo que cada indivíduo pertence o documentário “Síndrome da aceitação” deixa uma pergunta no final: Até ponto você arriscaria sua identidade para ser aceito? Ótima pergunta! Até aonde você iria para alcançar este “corpo perfeito” que a mídia impõe? Colocaria sua vida em risco? Isso leva ao vídeo “Anorexia, bulimia e compulsão”, também sobre este assunto, que mostram atitudes de algumas pessoas que para alcançar a considerada “perfeição”, esconde de seus familiares que sofrem com transtornos, não só alimentares, mas às vezes levando a depressão também. Ou seja, na incessante busca pelo perfeito (que na mente dessas pessoas não existe, estão sempre em busca) acaba resultando em mais problemas. 

Os vídeos e links estão logo abaixo, assistam!!! São muito bons!!
Anaildes Santos

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=k0HCJBV_nA8"A8












Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=WvEOS1Gbpdw