As
Unidades de Polícia Pacificadora ou popularmente UPPs, surgem com um objetivo
que em teoria, seria de grande importância para a população periférica no
aspecto segurança, além do projeto das UPPs, englobar o conceito de
"polícia comunitária" que com a dita "pacificação" ajudaria
o processo de desenvolvimento social e econômico das comunidades, já que
facilitaria o processo de entrada de projetos sociais, serviços públicos e
investimentos diversos. Porém, a implantação das unidades movimenta opiniões divergentes,
por um lado, grande parte da população, vítima da violência constante e tão
carente de medidas que ajudem a combater a falta de segurança e compromisso com
a periferia, acredita no projeto como uma grande ferramenta para alcançar esse
desejo, por outro lado uma pequena parte da população, mesmo também sendo
vítima do cotidiano violento das comunidades em que vivem, possui olhar sensível
para as "astúcias" políticas em que o nosso país está mergulhado e
não esquece que” Na teoria a prática é outra" e se tratando desse assunto
a frase deixa de ser só um clichê para representar muito bem a realidade da
relação da polícia com a população periférica. Na verdade, o problema não se
encontra na implantação das unidades pacificadoras, mas no sistema de polícia defasado
que o Brasil possui, a corrupção e os escândalos envolvendo a polícia não é
algo pouco comum de se ver por aqui, já no aspecto polícia-periferia o problema
encontra se na potencialização da violência, o que se torna uma contradição,
visto que o papel da polícia na organização social é de promover a segurança e
a proteção ao cidadão, mas não é o que se vê nem nas UPPs nem em outros lugares
onde ocorrem abordagens policiais. Relatos, principalmente de jovens e
crianças, comprovam abuso de poder por parte de policias que integram os grupos
das UPPs, diante disso surgem as indagações: Onde está a pacificação? Onde está
o combate a violência? Para quem e para quê serve a UPP? O projeto é muito
importante sim para as comunidades periféricas, porém não deveria ser a
maior preocupação do estado no momento, a maior preocupação do estado deveria
ser a polícia, na reformulação do sistema policial, já que é impossível combater
violência com violência e a polícia tem feito isso sem o maior compromisso com
a população e sem honrar sua profissão e se o estado não se move e olha de
verdade para a periferia, a preocupação então deve partir da própria
população, que deve ter consciência periférica e lembrar que temos mais
inimigos do que aliados e por isso é preciso está atento
LLS


