E assim o FiatPeriferia se fez...

Uma disciplina: Produção Textual. Duas orientadoras: Lígia e Ivana. Um ponto de encontro: UNEB.
Cinco olhares periféricos: Anaildes Santos, Geilson dos Reis, Jaqueline Plácido, Larissa Lima e Vanessa Bispo.
Um universo para relatar por infinitas linhas: A Periferia.

Bem-vindo!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Criança - A alma do négócio

Boa tarde, galera!

Através deste documentário foi realizado um trabalho na turma que faço parte, e gostaria de indicar. Chama-se “Criança – A alma do negócio”, onde é colocada em discussão a posição da criança na sociedade atual. É discutida a questão do alto nível do consumismo e a publicidade direcionada ao público infantil, relatando casos de algumas crianças que apesar da pouca idade já apresentam características adultas. Mostra o caso de algumas crianças, dentre elas, uma criança de 8 anos, que entra numa loja querendo uma roupa que valorize o corpo, por exemplo, ou outra criança que aparentemente deve ter a idade de 7 a 9 anos, que tem mais de 30 pares de sapato, tudo isso para ter popularidade, status, o fato de querer tudo que é visto, querer sempre o melhor, e se possível importado, tudo para ser aceito em algum grupo.

São apresentados também dados comprovando que 48% das crianças da classe AB preferem usar um celular a brincar, resultando na inibição da comunicação interpessoal, ou seja, a tecnologia usada para aproximar as pessoas, acaba distanciando cada vez mais. Apresenta também dados mostrando que 80% da publicidade de alimentos dirigidas às crianças são de alimentos calóricos, com alto teor de açúcar e gordura, e pobres em nutrientes, resultando em crianças acima do peso e com tendências para a obesidade, e consequentemente possíveis adultos obesos. Crianças não sabem o nome de alguns animais, legumes, frutas e verduras, mas, sabem o nome de todas as operadoras de telefonia que lhes foram apresentadas. No Brasil, o mercado infantil movimenta 130 bilhões de reais em um ano, mostra que tudo gira em torno da publicidade, visando apenas o lucro, acabando comprometendo o futuro dessas crianças.

Este documentário chamou minha atenção para o quanto podemos ser influenciados pela mídia desde pequenos, pois, na maioria das vezes, muitas crianças acabam usando o recurso da chantagem emocional para adquirir o que é desejado, e em grande maioria, os pais até fazem dívidas que não podem, ultrapassando seus orçamentos para satisfazer os desejos dos filhos, que na maioria das vezes são pessoas que não tem condição de comprar aquele objeto naquele momento, ou que não pode comprar mesmo, não tem condições financeiras como é o caso das pessoas que vivem nas periferias. Seus filhos observam aqueles comerciais de TV, e sonham com aqueles objetos e alimentos. Muitas vezes os pais não sabem que estão contribuindo para futuros problemas de saúde como a obesidade e a alienação dos seus filhos.

Enfim, confiram este documentário, é uma boa reflexão sobre como estamos criando nossas crianças.

Por Anaildes Santos.

"E por aí os sinos dobram..."
Muito boa a indicação da Ana. Um alerta geral para todas as classes. Agora desçamos nosso olhar para a massa. E aí? Quantas crianças existem que tem apenas um par de calçados que é o da Escola, de ir à venda, o da missa de domingo. Pior: Quantas não tem nenhuma?
Aí vemos que a crueldade do Capitalismo é bem maior. Mas esta criança de situação financeira precária é bombardedada pelas mesmas propagandas.
O documentário supracitado me dá um estalo na memória, e sinto como se um turbo mega potente me sugasse para trás na linha do tempo e me encaixasse no Shopping Piedade, no ano de 2015. Cenário: Praça de Alimentação. Um senhor com um casal de crianças parava em vitrines escolhidas pelos filhos que alvoraçadamente gritavam: "Ali meu pai!"; "A Barbie agora!". O pai seguia a direção apontada pelas crianças avidamente. Entravam na loja? Para quê? As crianças encostavam na vitrine, eram fotografadas em uma câmera (daquelas que ainda tinham filme, sabe?) e pronto. Era o que tinham. Declarar mais o quê? Agora é refletir, cada um da sua plataforma, sem esquecer que abaixo dos Céus, se o parâmetro for o valor da vida humana, a plataforma é uma só.

Por Jaqueline Plácido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário