Salve todos e todas periféricos e não periféricos!
As questões sociais são um problema seu, meu, nosso. Nesse universo imenso, nessa existência eterna e infinita Deus é a imagem e semelhança da sabedoria. Os seres humanos têm a face do barro e uma natureza de Rei no universo onde não é nada.
Esclareço sobre "Digoubel", que foi postado anteriormente neste mesmo espaço: Quando eu criei a poesia Digoubel eu escrevi um poema. Foi no ano de 1999 e eu era só um adolescente, já preocupado com essa lenda natalina e essa ferida aberta em cada peito inocente das criancinhas das periferias. Fui convidado a recitar um poema na Igrejinha, e lá foi engraçado que todos falava de manjedoura, anjos, Maria e menino Jesus, quando subi naquele palco e rasguei da garganta Digoubel. Os olhos se esbugalharam e os aplausos ganharam vários ritmos diferente. O CD do evento foi gravado.
Um belo dia descendo na favela, um grupo de quatro crianças mais ou menos gritaram felizes: digoubel!!!, e se escondiam então perguntei de onde eles conheciam digoubel e eles me disseram: Você que disse na igreja, lá em casa tem o seu CD. Essa foi minha maior alegria, ganhei meu dia naquela noite. Passado mais de 10 anos recitei no Sarau Bem Black no Pelourinho e foi o maior alvoroço e à partir daí meu conde nome virou Digoubel e todo lugar que vou recitar ela é pedida. Então a transformei em vídeo feito com uma máquina pequena,publiquei e gostaram.
Pedro Salles colou comigo em 2013 e então fizemos esse aí, com o apoio de sua namorada e o amigo Vadinho. Nesse segundo vídeo represento uma criança frustrada num cenário construído no JACA (Juventude Alternativa de Cajazeiras), depois um pai revoltado no lixo da favela de Águas Claras. Foram dias de tensão e expectativa para fazer esse trabalho e esperar que as pessoas percebam em cada gesto daquele menino, em cada grito daquele pai e nas intercalações que aparecem no decorrer da cena, que o capitalismo com suas empresas e industrias não tem pena de ninguém, e que o papai noel de meu bairro não tem cara desse velhinho europeu nem muito menos condições de dar presente quando o sistema obriga, pede e necessita.
Precisamos de amor, paz, fraternidade, para que haja igualdade e liberdade entre os seres humanos. Não seja mais um reprodutor desse sistema facista diga não a dor, diga sim a vida.
EU SOU GEILSON DE ANDRADE, MAS EM NOME DAS CRIANCINHAS DIGOUBEL TE AGRADECE, OBRIGADO!
Viajo neste processoa té agora, velho. De como tudo se formou e como a bola de cordão vai crescendo, e rolando e não tem fim...
ResponderExcluirÉ isso aí!
"Minha palavra cantada pode espantar
E a seus ouvidos parecer exótica
Mas acontece que eu não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu, não deu. "